quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ira: sentimento x emoção - Como acontece e o que a Bíblia fala



Pv. 15:1 - A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

"A ira nunca desaparecerá enquanto nossa mente guardar ressentimos"

A ira pode dar ideia de força e competência ( Tiendes)

Civilidade significa não apenas manter-se em silêncio sobre situações triviais que irritam, mas também discutir as importantes de forma assertiva e clara. (Valter Rodrigues )

"O perdão libera a ira e acalma o corpo"

Na psicanálise, a hipótese da catarse defende que liberar energia agressiva, mediante ação ou fantasia, mitiga anseios de agressividade. 


1. O que são emoções?

Emoção significa tornar exterior o movimento. Quando um indivíduo se emociona, expressa para o exterior, determinados indícios na linguagem do corpo, expressões faciais e de alterações vaso - motoras.
Tem origem numa causa, num objeto: são públicas, voltadas para o exterior; são automáticas e inconstantes; pode ser positiva ou negativa; são de breve duração, tem início e fim.

Estudar o comportamento humano é o objetivo maior da psicologia e entender porque nos emocionamos e de que maneira nosso comportamento , faz parte desse objetivo.

Logo, podemos dizer que a emoção é orientada para o exterior, e possui os seguintes indicadores emocionais:
1 - fatores ambientais, por exemplo, um ex: um exame a fazer gera medo, um funeral provoca dor, o matrimônio infunde a alegria.
2 - Expressões faciais, que são inatas e estão presentes em todas as culturas.
3 - Resposta verbal, pois, com efeito, a emoção influi sobre o tom de voz, a velocidade do discurso, as palavras que são ditas.
4 - A postura que, se for correta, indica felicidade; se rígida denota raiva ou medo; se for afrouxada, tristeza.
5 - Respostas fisiológicas, pois a emoção ativa o sistema nervoso autônomo, e as granduras supra-renais segregam a adrenalina que pode provocar - aumenta o ritmo respiratório, ritmo cardíaco; tensão muscular aumenta; aumenta o açúcar no sangue; aumento da sudorese; diminuição da saliva; dilatação da pupila e aumento da pressão sanguínea.

3. Como aparece a emoção?

O sistema límbico tem formato de anel cortical e é um conjunto de estruturas do cérebro que são responsáveis primordialmente por controlar as emoções e secundariamente participa das funções de aprendizado e memória, podendo também participar do sistema endócrino. Localiza-se na parte medial do cérebro dos mamíferos.

O sistema límbico é composto por algumas estruturas que são essenciais no controle relativo às emoções; temos como estruturas principais:
Hipotálamo: Essa estrutura tem o tamanho menor que um grão ervilha, assim pode-se dizer que esta estrutura representa menos de 1% do tamanho total do cérebro. O hipotálamo é responsável por diversas funções importantes como: regulagem do sono, pela libido, controla o apetite e também controla a temperatura corporal; quando a temperatura aumenta o hipotálamo age na dilatação dos capilares para o resfriamento sanguíneo. Ele também age juntamente a hipófise, ajudando no sistema endócrino.

Corpos mamilares: Está intimamente relacionado ao hipotálamo. Os corpos mamilares são responsáveis por regularem os reflexos alimentares da alimentação, como por exemplo, a deglutição e ao ver um alimento suculento o ato de lamber os lábios.
Tálamo: O tálamo representa uma espécie de duas massas ovais, onde cada uma delas se localiza nos dois hemisférios do cérebro.
O tálamo é responsável por quatro  sentidos: 
O tato, paladar, visão e audição e também é responsável pelas sensações de dor, quente ou frio e a pressão do ambiente. Apenas os sinais do olfato são enviados diretamente ao córtex cerebral sem ter que serem “filtrados” pelo tálamo.
Giro cingulado: Se localiza na porção mediana do cérebro e faz parte do tálamo. A estimulação dessa parte pode causar alucinações, alterações na emoção. Essa região é responsável pelos odores e a visão. Em animais selvagens se houver a retirada deste giro, através de uma cirurgia, a domesticação é mais fácil e rápida.

Hipocampo: Esta estrutura está localizada no lobo temporal, é responsável pela memória recente. Quando uma pessoa se lembra de algo, aumenta significadamente o metabolismo desta estrutura, resultando no aumento do fluxo sanguíneo.
O sistema límbico é uma região formada por neurônios e é constituído de massa cinzenta, dito isso, podemos denominar essa região de lobo límbico.

Amígdala: Essa parte do cérebro possui cerca de dois centímetros de diâmetro. O cérebro é composto por duas amígdalas, onde cada uma se localiza em um lobo temporal. É nesta região onde é identificado quando há perigo, medo e ansiedade. As amígdalas também são responsáveis por memórias emocionais.

A amígdala é a estrutura celebral  envolvente mais importante na reatividade imediata ao medo é a  ira.

Amígdala
- Parte integrante do sistema límbicos, localizado no interior de cada hemisfério, no lombo temporal.
- Processa o significado emocional dos estímulo, gerando reações emocionais e comportamento imediato.

As emoções são importantes?

Sim, estas têm um papel importante na vida de cada um de nós, pois:
-      alerta para o perigo.
-      Proporciona a hipótese de criar laços com os outros.
-      Influência na tomada de decisão.
-      Altera nosso comportamento.
-      Fornece aos outros informações sobre o nosso estado interno.    


E o sentimento o que é?

Sentimento é orientado para o interior, sendo que os sentimentos são gerados por emoções e sentir emoções significa ter sentimentos. O sentimento é mais duradouro que a emoção; mais estável e compreende mais emoções, por exemplo, amor é alegria, ânsia, excitação, raiva , medo, tristeza etc.

O sentimento é um processo mental relativamente estável, resultante da emoção. É uma expectativa subjetiva dos afetos e das emoções. Diferencia da emoção por se subjetivo e cognitivo e é inseparável dos valores. Um sentimento é privado, não observáveis pelos outros, ao contrário da emoção.

O ser humano enquanto ser dotado de consciência, analisa, interpreta, organiza e reflete sobre os seus próprios sentimentos, isto é, constrói sentimentos a partir dos mesmos.

O sentimento é a construção de uma estrutura emocional vivenciada. Pode se tornar maior e permanecer no indivíduo por toda uma vida ou se transformar em modelo afetivo ( amor x ódio, por exemplo). Fazemos grande confusão com a nominação de emoções  e sentimentos. Faltam palavras para expressar tudo que sentimos. A grande maioria das pessoas pensam que emoção e sentimentos são a mesma coisa, mas não são. A emoção se manifesta rapidamente e pode passar. Já o sentimento é internalizado, racionalizado, dura muito tempo.  Alguns podem transformar-se em doença.

Os sentimentos são informações que os seres biológicos são capazes de sentir nas diferentes situações que vivenciam. Por exemplo, medo é uma informação  de que há risco, ameaça ou perigo direto para o próprio ser ou para interesses  correlatos. Todo ser humano é dotado de sentimento e eles são diferentes entre si. A parte do celebro que processa as emoções e denominada de  sistema límbicos. Sendo alvo de estudo da medicina , biologia , filosofia e psicologia. O termo sentimento é muito usado para designar uma disposição mental ou algum propósito de uma pessoa para outra. Sendo assim, os sentimentos seriam ações decorrentes de decisão, além das sensações físicas que são sentidas como consequências de amar, por exemplo.


"O que a Bíblia diz sobre a ira?"

Lidar com a ira é um tópico muito importante. Um conselheiro experiente disse que 50% das pessoas que vieram ao seu consultório para aconselhamento tinham problemas com ira. Ela pode destruir a comunicação e acabar com relacionamentos, além de arruinar a alegria e saúde de muitos. É muito comum que pessoas tentem justificar sua ira, ao invés de aceitar a responsabilidade por seu comportamento. Há um tipo de ira que a Bíblia chama de indignação justa, mas ela não deve ser confundida com a ira da qual estamos falando aqui.

Em primeiro lugar, ira nem sempre é um pecado. Deus é raivoso (Salmo 7:11 - Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Marcos 3:5 - E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra.),
e os crentes são comandados a se irarem (Efésios 4:26 - Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.). Duas palavras gregas são usadas no Novo Testamento para a nossa palavra “ira”. Uma (orge) significa “paixão, energia”; a outra (thumos) significa “agitado, fervendo”. O dicionário Webster define a ira como “emoção excessiva, paixão despertada por um sentimento de injustiça ou erro”; essa injustiça pode ter sido contra nós ou outra pessoa. Biblicamente falando, a ira é uma energia dada por Deus para nos ajudar a resolver problemas. Exemplos de ira bíblica incluem Paulo confrontando Pedro por causa de seu mau exemplo em Gálatas 2:11-14 -Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?; Davi estando chateado ao escutar o profeta Natã narrando sua injustiça (2 Samuel 12) e Jesus ficando irado pela forma em que alguns judeus tinham defamado o louvor no templo de Deus em Jerusalém (João 2:13-18 - (15) E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; ). Note que nenhum desses exemplos de ira envolveram auto-defesa, mas defesa de outras pessoas ou de um princípio.

No entanto, a ira se torna um pecado quando é causada por motivos egoístas (Tiago 1:19-20 - Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.), quando o objetivo de Deus é destorcido (1 Coríntios 10:31 - Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.), ou quando a ira permanece por muito tempo (Efésios 4:26-27 - 26 Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.Não deis lugar ao diabo.)
Ao invés de usar a energia gerada pela ira para atacar o problema em mão, a pessoa é que acaba sendo atacada. Efésios 4:15, 19 diz que devemos falar a verdade em amor e crescer em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, e não permitir com que palavras insensíveis ou destrutivas saiam de nossas bocas. Infelizmente, esse falar venenoso é uma característica comum do homem pecador (Romanos 3:13-14). A ira se torna um pecado quando permitimos com que transborde sem limites, resultando em um cenário no qual todos presentes se machucam (Provérbios 29:11 - O tolo revela todo o seu pensamento, mas o sábio o guarda até o fim.), devastando tudo e todos, com consequências irreparáveis. A ira também se torna um pecado quando o que está irado se recusa a se acalmar, e acaba guardando rancor ou mágoas dentro de si (Efésios 4:26-27). Isso pode causar depressão e irritabilidade com qualquer coisinha, geralmente com coisas que não tinham nada a ver com o problema original.

Podemos lidar com a ira de uma forma bíblica:

1) Ao reconhecer e admitir que nossa ira e a forma na qual lidamos com ela são egoístas (Provérbios 28:13 - O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.1 João 1:9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.). Essa confissão deve ser a Deus e àqueles que se machucaram como resultado de nossa ira. Não devemos minimizar esse pecado e dizer que “as coisas esquentaram um pouco o outro dia” ou ao tentar transferir a culpa: “bem, se você não tivesse agido do jeito que agiu...”

2) Ao ver que Deus tem controle sobre tudo. Isso é de grande importância especialmente quando outras pessoas fizeram algo para nos ofender especificamente. Tiago 1:2-4; Romanos 8:28-29 e Gênesis 50:20 apontam ao fato de que Deus é soberano e em total controle sobre TODAS as cirscunstâncias e pessoas que cruzam nosso caminho. Nada acontece conosco que Ele não permite. E assim como todos esses versículos ensinam, Deus é um Deus BOM (Salmo 145:8,9,17) que faz coisas boas e usa todas as coisas em nossas vidas para o nosso bem e para o bem daqueles que estão ao nosso redor! Refletir nessa verdade até que penetre nossas cabeças e corações vai influenciar como reagimos com aqueles que nos machucaram muito.

3) Ao dar espaço para a ira de Deus. Isso é especialmente importante em casos de injustiça, especialmente quando executados por homens “malignos” a pessoas “inocentes”. Gênesis 50:19 e Romanos 12:19 nos dizem que não devemos fazer o papel de Deus. Deus é correto e justo, e podemos confiar que Aquele que conhece tudo e vê tudo vai agir justamente (Gênesis 18:25).

4) Ao não retornar mal ao invés do bem (Gênesis 50:21; Romanos 12:21). Isso é de grande importância para converter nossa ira em amor. Assim como as nossas ações se originam em nossos corações, assim também nossos corações podem ser alterados por nossas ações (Mateus 5:43-48). Isso quer dizer que podemos mudar nossos sentimentos em relação a uma pessoa ao mudar como escolhemos agir ao redor dessa pessoa.

5) Ao escolher se comunicar bem para resolver o problema. Há quatro regras básicas para comunicação, de acordo com Efésios 4:15,25-32:

a) Seja honesto no seu falar (Efésios 4:15,25). As pessoas não podem ler nossas mentes. Fale a verdade EM AMOR.

b) Não acumule (Efésios 4:26-27). Não devemos permitir que o que está nos incomodando acumule até que finalmente perdemos o controle. Compartilhar e lidar com o que está nos incomodando antes de chegar a esse ponto é muito importante.

c) Ataque o problema, não a pessoa (Efésios 4:29,31). Devemos manter o volume de nossa voz baixo (Provérios 15:1). Gritaria é geralmente considerada uma forma de ataque.

d) Aja, não reaja (Efésios 4:31-32). Por causa de nossa natureza pecaminosa, nosso primeiro impulso é geralmente pecaminoso (verso 31). O tempo que passamos “contando até dez” deve ser usado para refletir em uma resposta que agrada a Deus (verso 32) e para nos lembrar que a ira deve ser usada para resolver problemas, não para criar outros problemas maiores.

6) Em último lugar, devemos fazer a nossa parte para resolver o problema (Atos 12:18). Não podemos controlar como outras pessoas vão responder, mas podemos cuidar do que deve ser mudado da nossa parte. Superar um temperamento explosivo não vai acontecer da noite para o dia. No entanto, através de orações, estudos Bíblicos e dependência do Espírito Santo de Deus, podemos ter vitória. Assim como talvez nós deixamos com que a ira fizesse parte de nossas vidas através de prática habitual, também precisamos praticar responder da forma correta até que se torne um novo hábito que substitui os velhos hábitos. 
  

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Se estiver ansioso que faço?


Se as preocupações estiverem tomando conta de sua vida o que devo fazer?
Prioritariamente fale com Deus, tome a Bíblia, peça auxílio ao Espírito Santo, guarde as promessas em seu coração, e lute o bom combate – viver pela fé na graça futura e  seguir o padrão de Jesus e Paulo, e as demais coisas serão acrescentados, e estas coisas  pode ser um médico, um psicanalista, um psicólogo, um pastor, e  até mesmo  um amigo. Estas coisas são de Deus, logo pode te ajudar. 
Devemos lutar contra a incredulidade da ansiedade (preocupação) com as promessas da graça futura.

Quando estiver preocupado sobre alguma nova aventura ou encontro arriscado, lute com uma das promessas mais frequentemente que Deus nos dá, Isaías 41:10. No dia que em que foi instaurado na minha família uma doença chamada depressão,  a preocupação bateu a minha porta,  só via medo, não sabia o que fazer e por mais que procurava um alento apenas a palavra de Deus me salvou. Por mais de 15 anos eu devo ter citado para mim mesmo umas quinhentas vezes em meio a períodos de tremendo estresse. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41:10).

Quando estiver ansioso porque seu ministério (seu trabalho ) está inútil e vazio,  lute contra a incredulidade com a promessa de Isaías 55:11: “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”.

Quando estiver ansioso por estar muito fraco para realizar o seu trabalho, lute contra a incredulidade com a promessa de Cristo: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9).

Quando estiver ansioso sobre decisões que precisa tomar sobre o futuro, lute contra a incredulidade com a promessa: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho” (Salmos 32:8). Quando estiver ansioso sobre encarar oponentes, lute contra a incredulidade com a promessa: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?(Romanos 8:31).

Quando estiver ansioso sobre o bem-estar daqueles a quem amo, lute contra a incredulidade com a promessa que se você, sendo mau, sabe como dar coisas boas para os meus filhos, “quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11). E lute para manter seu equilíbrio espiritual com a lembrança que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor a Cristo “que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna” (Marcos 10:29-30).

Quando estiver ansioso sobre ficar doente, lute contra a incredulidade com a promessa: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra” (Salmos 34:19). E tome a promessa com temor: “A tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:3-5).

Quando estiver ansioso sobre estar ficando velho, lute contra a incredulidade com a promessa: “Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar- vos-ei e vos salvarei” (Isaías 46:4).
 
" Mesmo na sua velhice,
quando tiverem cabelos brancos,
sou eu aquele,
aquele que os susterá.
Eu os fiz e eu os levarei;
eu os sustentarei
e eu os salvarei(NVI)."

Quando estiver ansioso sobre morrer, lute contra a incredulidade com a promessa que “nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos” (Romanos 14:7-9).

Quando estiver ansioso sobre a possibilidade de naufragar na fé e que será se  afastando de Deus,  lute contra a incredulidade com as promessas: “aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus(Filipenses 1:6); e “também pode salvar totalmente os que por ele [Cristo] se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25). Essa é a forma de vida que ainda estou aprendendo à medida que me aproximo dos meus sessenta e dois anos. Estou escrevendo este artigo na esperança, e com a oração, que você se unirá a mim. Lutemos, não contra outras pessoas, mas contra nossa própria incredulidade. Ela é a raiz da ansiedade, a qual, por sua vez, é a raiz de muitos outros pecados. Assim, liguemos nossos pára- brisas, o jato de água e mantenhamos nossos olhos fixos nas mui grandes e preciosas promessas de Deus. Tome a Bíblia, peça auxílio ao Espírito Santo, guarde as promessas em seu coração, e lute o bom combate – viver pela fé na graça futura.

Em suma,

A preocupação é o definidamente combatida por Jesus como o roubo, traição, mentira e etc . Isto necessita ser cuidadosamente ponderado e definidamente percebido por nós, para que não a escusemos como sendo uma inocente “debilidade”. Quanto mais estivermos convencidos de que a preocupação pode ser combatida, provavelmente mais rápido perceberemos que ela é muito desonrante a Deus, e “lutaremos contra” ela (Hebreus 12:4).

Mas como devemos “lutar contra” ela?

Primeiro, suplicando ao Espírito Santo que nos conceda uma profunda convicção de sua enormidade. Segundo, fazendo dela um objeto de oração ( terapia) especial e fervorosa, para que possamos ser libertos deste mal. Terceiro, vigiando seu princípio; e, tão longo estejamos conscientes da perturbação da mente, tão logo detectemos o pensamento indesejados, levantemos nosso coração a Deus e Lhe peçamos a libertação disso.

 “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” Fp. 4:6-8

“Portanto, não se preocupem, dizendo: 'Que vamos comer?' ou 'Que vamos beber?' ou 'Que vamos vestir?' Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.” Mt.6.31-34

“Mas eu, quando estiver com medo, confiarei em ti.’ Sl 56.3

“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida.” Mt 6.27

"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus 11:28-30

“Quando a ansiedade me dominava no íntimo,o teu consolo trouxe alívio à minha alma.” Sl 94.19

“Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”           Sl 121.1-2


sábado, 8 de agosto de 2015

Deveres dos pais e dos filhos segundo a palavra de Deus.


Introdução 

Anos atrás alguém perguntou ao ex-presidente George Bush (pai): "Qual a sua maior realização na vida?" Era interessante perguntar isso a alguém como ele, cuja lista de realizações era bastante longa. Afinal, ele foi embaixador dos EUA na China, diretor da CIA, Vice-Presidente por dois mandatos no governo do presidente Reagan, e depois, claro, ele mesmo presidente dos Estados Unidos. Isso para não mencionar que um de seus filhos foi também presidente dos Estados Unidos, enquanto o outro era governador da Flórida. Eu esperava que ele apontasse realizações de seus filhos ou o seu próprio sucesso. No entanto, sua resposta foi: "Meus filhos ainda vem até minha casa para me visitar." Eis um homem que tem suas prioridades no lugar.

1. O pai não deve se limitar a dizê-lo, reforce-o!

A Bíblia pergunta: "...que filho há a quem o pai não corrija?"

Qual a resposta para esta pergunta? A resposta é:  Um pai que não corrige o seu filho não pode ser grande coisa como pai.
Não sabemos se foi assim que os problemas começaram com Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli, o sumo-sacerdote. Simplesmente lemos: "...fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu." (1Samuel 3:13). Talvez Eli tenha ouvido falar das coisas terríveis que os seus filhos e se tenha limitado a dizer "Então rapazes, sabem que não devem fazer isso!", e os rapazes terão respondido "Sim pai", e depois terão voltado imediatamente a defraudar os adoradores que chegavam ao templo e a seduzir as mulheres. O problema não foi Eli não ter dito aos seus filhos as coisas certas, o problema foi não as ter reforçado.
Não há dúvidas de que, certamente, você não conhece pais que digam aos seus filhos: "Vá, roubem um banco, dez ou vinte anos na prisão não vos hão de fazer mal nenhum!" Não, certamente esses pais disseram tudo o que era certo. 
Muitos pais de reclusos provavelmente também disseram as coisas adequadas. Mas o que falta a muito dos pais bem-intencionados é o reforço.
Eli não estava a reforçar a verdade, limitava-se a declará-la. Ele não retirou aos seus filhos os seus cargos nem os seus privilégios. Deixou que continuassem a errar, enquanto lhes dizia para não o fazerem.
Pai, não se limite a dizer alguma coisa, faça alguma coisa! Se os seus filhos estão no caminho errado e você continua parado, está a poupar-se a si próprio e a sacrificá-los a eles.
A coisa mais carinhosa e a maior demonstração de cuidado que pode ter enquanto pai é disciplinar os seus filhos com amor (Hebreus 12:6).

2. DEVERES DOS PAIS

Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais da parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto se evidencia de muitas maneiras inclusive em famílias cristãs.

Em nossas abundantes viagens nestes últimos trinta e três anos de casado, fomos recebidos em muitos lares. A piedade e a beleza de alguns deles ainda permanecem em nossos corações como agradáveis e singelas recordações. Outros lares, porém, nos transmitiram as mais dolorosas impressões. Os filhos obstinados ou mimados não apenas trazem para si mesmos perpétua infelicidade, mas também causam desconforto para todos que se relacionam com eles e prenunciam coisas ruins para os dias vindouros.
Há casos em os filhos são menos culpados do que seus pais em outros os pais. A falta de honra aos pais, onde quer que a achemos, deve-se, em grande medida, aos pais afastarem-se do padrão das Escrituras. Atualmente, o pai imagina que cumpre suas obrigações ao fornecer alimento e vestuário para os filhos e, ocasionalmente, ao agir como um tipo de policial de moralidade com medo de perde-los. Com muita freqüência, a mãe se contenta em desempenhar a função de uma criada doméstica, tornando-se escrava dos filhos, realizando várias tarefas que estes poderiam fazer, para deixá-los livres em atividades frívolas, ao invés de treiná-los a serem pessoas úteis. similarmente mães que que trabalham fora troca a falta de sua presença por presentes, brinquedos, etc.  A conseqüência tem sido que o lar, o qual deveria ser, por causa de sua ordem, santidade e amor, uma miniatura do céu, degenerou-se em “um ponto de parada para o dia e um estacionamento para a noite”, conforme alguém sucintamente afirmou. Antes de esboçarmos os deveres dos pais em relação aos filhos, devemos ressaltar que eles não podem disciplinar adequadamente seus filhos, a menos que primeiramente tenham aprendido a governar a si mesmos. Como podem eles esperar que a obstinação de suas crianças sejam dominadas e controladas as manifestações de ira, se eles mesmos dão livre curso à seus próprios sentimentos. O caráter dos pais é amplamente reproduzido em seus descendentes. “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem” (Gn 5.3). Os pais devem eles mesmos viver em submissão a Deus, se desejam obediência da parte de seus filhos. Este princípio é enfatizado muitas e muitas vezes nas Escrituras. “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?” (Rm 2.21). A respeito do pastor ou presbítero da igreja está escrito que ele tem de ser alguém “que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” (1 Tm 3.5). E, se um homem ou uma mulher não sabem como dominar seu próprio espírito (Pv 25.28), como poderão cuidar de seus filhos? Deus confiou aos pais um solene e valoroso privilégio. Não exageramos ao afirmar que em suas mãos estão depositadas a esperança e a bênção, ou a maldição e a ruína da próxima geração.

Suas famílias são os berçários da Igreja e do Estado, e, de acordo com o que agora cultivam, tais serão os frutos que colherão posteriormente.

Eles deveriam cumprir seu privilégio com bastante diligência e oração. Com certeza, Deus lhes pedirá contas referente à maneira de criarem seus filhos, que a Ele pertencem, sendo-lhes confiados para receberem cuidado e preservação.

A tarefa que Deus confiou aos pais não é fácil, em especial nestes dias excessivamente maus. Entretanto, poderão obter a graça de Deus, se a buscarem com sinceridade e confiança. As Escrituras nos fornecem as regras pelas quais devemos viver, as promessas das quais temos de nos apropriar e, precisamos acrescentar, as terríveis advertências, para que não realizemos essa tarefa de maneira leviana.

2.1 - Instrua seu filho

Queremos mencionar aqui quatro dos principais deveres confiados aos pais. Primeiro, instruir seus filhos. “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt 6.6-7). Este dever é sobremodo importante para ser transferido aos outros; Deus exige dos pais, e não dos professores das Escolas, a responsabilidade de educarem seus filhos. Tampouco essa tarefa deve ser realizada de maneira esporádica ou ocasional, mas precisa receber constante atenção. O glorioso caráter de Deus, as exigências de sua lei, a excessiva malignidade do homem, o maravilhoso dom de seu Filho e a terrível condenação que será a recompensa de todos aqueles que O desprezam e rejeitam — estas coisas precisam ser apresentadas constantemente aos filhos. “Eles são pequenos demais para entendê-las” é o argumento de Satanás, visando impedir os pais de cumprirem seu dever. “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6.4). Temos de observar que os “pais” são especificamente mencionados neste versículo, por duas razões: eles são os cabeças das famílias e o governo desta lhes foi confiado; os pais são inclinados a transferir sua responsabilidade às esposas. Essa instrução deve ser ministrada através da leitura da Bíblia e de explicar aos filhos as coisas adequadas à sua idade. Um constante falar aos mais novos não se mostra tão eficiente quanto a diversificação com perguntas e respostas. Se nossos filhos sabem que serão questionados após ou durante a leitura bíblica, ouvirão mais atentamente: fazer perguntas os ensina a pensarem por si mesmos. Este método também leva a memória a reter mais os ensinos, pois o responder perguntas definidas, fixa idéias específicas em nossas mentes. Observe quantas vezes Jesus fez perguntas aos seus discípulos.


2.2 - Seja um bom exemplo 

Segundo, boas instruções precisam ser acompanhadas de bons exemplos. O ensino proveniente apenas dos lábios provavelmente será ineficaz. Os filhos são espertíssimos em detectar inconsistências e rejeitar a hipocrisia. Neste aspecto, os pais precisam humilhar-se diante de Deus, buscando todos os dias a graça que desesperadamente necessitam e somente Ele pode dar. Que cuidado eles precisam ter, para que diante de suas crianças não digam e façam coisas que tendem a corromper suas mentes ou produzam más conseqüências, se elas as imitarem! Os pais necessitam estar constantemente alertas contra aquilo que pode torná-los desprezíveis aos olhos daqueles que deveriam respeitá-los e honrá-los. Não apenas devem instruir seus filhos no caminho da santidade, mas eles mesmos devem andar neste caminho, mostrando por sua prática e conduta quão agradável e proveitoso é ser orientado pela lei de Deus. No lar de pessoas crentes, o supremo alvo deve ser a piedade familiar — honrar a Deus em todas as ocasiões —, e as outras coisas, subordinadas a este alvo.

Quanto à vida familiar, nem o esposo nem a esposa deve transferir para o outro toda a responsabilidade pelo aspecto espiritual e emoconal da vida da família. A mãe com certeza tem a incumbência de suplementar os esforços do pai, pois os filhos desfrutam mais de sua companhia. Se existe a tendência de os pais serem muito rígidos e severos, as mães são propensas a serem muito brandas e clementes; portanto, têm de vigiar mais contra qualquer coisa que enfraquecerá a autoridade do pai. Quando este proibir alguma coisa, ela não deve consenti-la às crianças. É admirável observar que a exortação dada em Efésios 6.4 é precedida por “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18); enquanto a exortação correspondente em Colossenses 3.21 é precedida por “habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo” (v. 16), demonstrando que os pais não podem cumprir seus deveres, a menos que estejam cheios do Espírito Santo e da Palavra de Deus. As crianças são ainda desprovido de entendimento do certo e errado, para eles o que oferecer vantagens entendem ser bons pais. Pais resistam ao choro dos filhos eles precisam aprender a receber não. 

2.3 - Discipline seu filho

Terceiro, a instrução e o exemplo precisam ser reforçados mediante a correção e a disciplina. Antes de tudo, isto implica no exercício de autoridade — a correta aplicação da lei divina. A respeito de Abraão, o pai dos fiéis, Deus afirmou: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gn 18.19).

Pais, meditem nestas palavras com cuidado. Abraão fez mais do que simplesmente dar conselhos: ele ensinou com vigor a lei de Deus e ordenou sua casa. As regras com que ele administrou seu lar tinham o objetivo de seus filhos guardarem “o caminho do SENHOR” — aquilo que era correto aos olhos de Deus. Este dever foi cumprido pelo patriarca a fim de que a bênção de Deus estivesse sobre sua família. Nenhuma família pode crescer adequadamente sem leis familiares, que incluem recompensas e castigos. Isto é especialmente importante na primeira infância, quando ainda o caráter moral não está formado e as crianças não apreciam ou entendem seus motivos morais. As regras devem ser simples, claras, lógicas e flexíveis, tais como os Dez Mandamentos — poucas mas relevantes regras morais, ao invés de centenas de restrições insignificantes.

Uma das maneiras de provocarmos desnecessariamente nossos filhos à ira é atrapalhá-los com muitas restrições insignificantes e regras detalhadas e arbitrárias, procedentes de pais perfeccionistas. É de vital importância para o bom futuro dos filhos que estes sejam trazidos em submissão desde cedo. Uma criança malcriada representa um adulto ímpio e de carater falho — nossas prisões estão superlotadas com pessoas que tiveram a liberdade de seguirem seus próprios caminhos durante sua infância. A mais leve ofensa de uma criança quebrando as regras do lar não deve ficar sem a devida correção; pois, se ela achar clemência ao transgredir uma regra, esperará a mesma clemência em relação a outras ofensas, e sua desobediência se tornará mais freqüente, até que os pais não tenham mais controle, exceto através do exercício de força brutal. O ensino das Escrituras é claro quanto a este assunto. “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Pv 22.15; ver também 23.13- 14). Por isso, Deus afirmou: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Pv 13.24). E, ainda: “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo” (Pv 19.18). Não permita que uma afeição insensata o impeça de cumprir seu dever. Com certeza, Deus ama seus filhos com um sentimento paternal mais profundo do que você ama seus filhos, mas Ele nos diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Ap 3.19; cf. Hb 12.6). “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15). A severidade tem de ser utilizada nos primeiros anos de uma criança, antes que a idade e a obstinação endureçam-na contra o temor e a pungência da correção. Poupe a vara e você arruinará seu filho; não a utilize e terá de sofrer as conseqüências. É quase desnecessário salientar que as Escrituras citadas anteriormente não têm o propósito de incutir- nos a idéia de que nosso lar deve ser caracterizado por um reino de terror. Os filhos podem ser governados e disciplinados de tal maneira, que não percam o respeito e as afeições por seus pais. Estejamos atentos para não estragarmos seus temperamentos, por fazermos exigências ilógicas, e provocá-los à ira, por castigá-los expressando nossa própria ira. O pai têm de punir um filho desobediente não porque ficou bravo, e sim porque é correto fazer isso — Deus o exige, bem como a rebeldia de seu filho. Nunca faça uma ameaça, se não tenciona cumpri-la. Lembre que estar bem informado é bom para seu filho, mas ser bem controlado é ainda melhor. Esteja atento às inconscientes influências que cercam seu filho. Estude meios para tornar seu lar atraente, não pela utilização de recursos carnais e mundanos, mas por servir-se de ideais nobres, por incutir- lhes um espírito de altruísmo e desenvolver uma comunhão agradável e feliz. Não permita que seus filhos se associem a más companhias. Verifique cautelosamente as revistas e livros que entram em seu lar, observe os amigos que ocasionalmente seus filhos convidam para vir ao lar e as amizades que eles estabelecem. Antes mesmo de o reconhecerem, muitos pais permitem seus filhos relacionarem-se com pessoas que arruinam a autoridade paternal, transtornam seus ideais e semeiam frivolidade e pecado.

2.4 - Ore por seus filhos 

Quarto, o último e mais importante dever, no que se refere ao bem-estar emocional, físico e espiritual de seus filhos, é a intensa súplica a Deus em favor deles. Sem isto, todos os outros deveres são ineficazes. Os meios são inúteis, exceto quando o Senhor os abençoa. A Bíblia nos diz que o piedoso Jó “chamava... a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles” (Jó 1.5). Uma atmosfera de oração deve permear o lar e ser respirada por todos os que dele compartilham. 

3 - DEVERES DOS FILHOS

Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.( Efésio 6.1-3)

A honra aos pais tem a ver com sabedoria e caráter? É sábio honrar? É santo honrar?

Depois de aconselhar aos filhos a que obedeçam aos seus pais ("Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo" -- Efésios 6.1), o apóstolo Paulo acrescenta outro:
“Honra teu pai e tua mãe” -- este é o primeiro mandamento com promessa -- “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra” (Efésios 6.2-3).
O escritor bíblico repete literalmente um dos dez mandamentos entregues por Deus a Moisés e transmitido por Moisés a nós, conforme lemos especificamente em Êxodo 20.12 (“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá") e Deuteronômio 5.16 (“Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá"). O Antigo Testamento, portanto, considera a honra aos pais como algo tão importante que a coloca nos Mandamentos Áureos e, num dos documentos, coloca-a junto com a guarda do sábado (“Respeite cada um de vocês a sua mãe e o seu pai, e guarde os meus sábados. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês"-- Levítico 19.3) indicando a centralidade da sua importância".
Jesus citou este quinto mandamento cinco vezes (Mateus 15.4, Mateus 19.19, Marcos 7.10, Marcos 10.19, Lucas 18.20).

No relacionamento com os pais (pai e mãe), Paulo mostra que é algo dinâmico, que deve ser fortalecido. Por isto, ele estabelece a qualidade deste relacionamento em forma de degraus.
O primeiro degrau é obediência.
O segundo degrau é a honra .

3.1 - OS CONTORNOS DA HONRA AOS PAIS

Honra e obediência não são sinônimos. Na verdade, a honra antecede à obediência. Quem honra os pais obedece aos pais.
Dá para obedecer sem honrar, mas não dá para honrar sem obedecer.
Você pode obedecer, mesmo discordando, mesmo que enfurecido, mas não dá para honrar, senão com concordância e com alegria.
Obedecer é pouco, porque é algo externo. Honrar é o máximo, porque é algo interno. Honrar é uma decisão que leva a boas atitudes, inclusive a da obediência.

3.1a - A honra da gratidão: filhos que honram aos pais são gratos pela provisão deles.

Os pais não são apenas provedores, mas são também provedores, sejam eles bons ou maus provedores, tenham sido eles bons ou maus provedores.
Esta gratidão se demonstra com palavras e com atitudes, em três direções.

Os filhos devem dizer aos seus pais que lhe são gratos. É raro um filho fazer isto quando seus pais estão vivos. Você tem dito a seus pais que é grato por eles acordarem cedo e trabalharem duro para que você tenha alimento na mesa, roupa no corpo, casa para dormir e outros acessórios? Você já agradeceu a eles pelo que já recebeu, mesmo depois de adulto? Mesmo depois de casados? Ou você exigem, mais e mais achando que é a obrigação deles? 

Os filhos devem falar aos seus pais com respeito. Um filho que honra os seus pais nunca levanta a voz com eles. Maimônides (1135--1204), um sábio judeu espanhol, lembra que um filho não deve amaldiçoar seu pai ou sua mãe ou lançar pragas, nem se rebelar contra eles. Honre o seu pai, saudando-o com cortesia e alegria, abraçando-o e se deixando abraçar, beijando-o e se deixando beijar por ele.

Os filhos devem falar dos seus pais com respeito. É uma marca da natureza humana achar-se melhor que os outros; isto tende a acontecer, e é falta de honra, com os filhos. Alguém em tom bem-humorado cunhou as frases que ilustram como os filhos homens tendem a pensar dos pais homens:

3.1b - O QUE O FILHO PENSA DO PAI 

Aos 7 anos:
Papai é grande. Sabe tudo! É meu herói 

Aos 14 anos:
O VELHO se engana em certas coisas que diz...

Aos 20 anos:
O VELHO  está um pouco atrasado em suas teorias; não são desta época... 

Aos 25 anos:
O "coroa" não sabe nada... Está caducando, decididamente 

Aos 35 anos:
Com minha experiência, meu pai seria, hoje, milionário... 

Aos 45 anos:
Não sei se consulto o "velho"; talvez me pudesse aconselhar... 

Aos 55 anos:
Que pena O Pai ter morrido; a verdade é que ele tinha idéias notáveis! 

Não importa o que você acha do seu pai. Se você o honra, reconhece que ele "sabe das coisas", mesmo que tenha estudado mais que ele, tenha mais dinheiro que ele, tenha mais saúde que ele.
Quando conversa com seus amigos, o que diz dos seus pais? Quer saber como? Veja o que seus amigos pensam dos seus (seus) pais? Como procedem quando os encontram? O que eles sabem dos seus pais é o que você diz deles a eles. Muitas vezes esses filhos esperam dos pais os seus serviços e apoio financeiros, que pena. 

3.1c - A honra da atenção: filhos que honram aos pais dão-lhes o devido lugar como seus orientadores para a vida.

Vou logo a Provérbios e tiro três conselhos, entre vários:
. "Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe" (Provérbios 1.8).
. "O filho sábio acolhe a instrução do pai, mas o zombador não ouve a repreensão" (Provérbios 13.1).

 “Os olhos de quem zomba do pai, e, zombando, nega obediência à mãe, serão arrancados pelos corvos do vale, e serão devorados pelos filhotes do abutre" (Provérbios 30.17).

Achou esta última forte demais? Olhe, por exemplo, para seus colegas que entraram para dependência das drogas ou do álcool; seus pais o aconselharam a seguir por este perigoso caminho? Que são os traficantes senão corvos? Que é tráfico senão um abutre?
Honrar é considerar os sentimentos dos pais e as idéias dos pais. Honrar é sentar-se diante dele (seja numa cadeira, ao telefone ou no MSN) para ouvir deles e aprender com eles. É burro o filho que não ouve os pais. A apalavra do Senhor diz: " o temor ao SENHOR é o principio da sabedoria". a palavra do senhor deve ser considerada nas suas decisões. 
Os pais são os conselheiros dos filhos. Jogar fora este conselho não é atitude de gente inteligente. Uma forma de desonrar os pais é considerar a opinião dos seus colegas como melhores que as dos pais. Os colegas devem ser ouvidos; suas falas devem ser checadas com as dos pais; se não houver conciliação, quem honra os pais lhes dá preferência, mesmo que esteja em dúvida. Os pais são os únicos cujo interesse máximo é o bem-estar dos filhos. Os colegas, não têm este interesse. Os chefes, não visam este "lucro".
Mesmo quando os pais estão equivocados, eles devem ser honrados. Meus pais me proibiam de ir a boates, quando adolescentes. Porque eu os honrava, eu os obedeci enquanto estive na casa deles. Quando atingi a maior idade, um ano depois comecei a frequentar boates. O que eu perdi nos 19 anos anteriores? Não perdi nada.
Meu pai me proibia ir tomar banho de Barreiro, eu desobedeci e quase morri afogado. O que perdi indo tomar banho de Barreiro? A confiança e fiquei com uma fobia. Meu pai achava que não era seguro; só posso agradecer por seu amor.

3.1d -  A honra do cuidado: filhos que honram pais cuidam deles, até à velhice

Filhos que honram seus pais opinam sobre as vidas deles, chamando carinhosa e respeitosamente sua atenção quando acham que estão errados.
Filhos que honram seus pais não os exploram financeiramente ao ponto de os levar à exaustão para atenderem desejos transformados em necessidades. 
Filhos que honram seus pais provêem condições para que eles tenham uma velhice com qualidade. Há pais que, por falta de recursos ou por teimosia, não têm planos de saúde, apesar dos pais de hoje já ter consciência desta necessidade. Os filhos, por sabedoria, devem insistir para que tenham um plano de saúde; se não podem, devem se responsabilizar (cotizando-se ou não) por estes planos. Não é algo fácil porque a idade vai nos tornando mais teimosos.

4. A NATUREZA DA PROMESSA

Quem lê os Dez Mandamentos (tanto em Êxodo 20 quanto em Deuteronômio 5) nota que há uma promessa no segundo (“Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos" (Êxodo 20.3-6). No entanto, esta é uma promessa genérica relacionada à obediência aos mandamentos; a honra aos pais, contudo, contém uma promessa específica decorrente da honra. Neste sentido, pode-se dizer que a honra aos pais é o único que contém uma promessa para quem o pratica.

E que promessa é esta?

Ela foi formulada no contexto da terra de Canaã a ser conquistada e colonizada. Aplica-se a nós? O Espírito Santo não a deixou no Antigo Testamento; repetiu-a no Novo, pela boca de Jesus, pela pena de Paulo.
Por que este mandamento vem com uma promessa? É fácil obedecer aos pais, mas é difícil honrá-los. Fácil é, para os filhos, seguir suas próprias cabeças; difícil é curvar-se diante da experiência dos pais, aceitando-a como melhor. Sedutor é, para os filhos, seguir a cabeça dos seus amigos ou dos meios de comunicação; difícil é resistir aos convites que vêm dos lados para  ficar com as palavras que saem dos lábios dos pais, saboreando-as como palavras de vida.
Quem honra os pais é obediente e sábio; os pais são mais experientes e sabem mais das ameaças e das oportunidades que os filhos. Quem honra os pais tem inteligência e caráter; enreda-se menos nas teias do pecado.
Quem honra os pais e quer muito algo que eles não querem negocia com eles. Não os convencendo, honra-os, obedecendo-os.
Assim, por exemplo, você, filho, quer fazer uma tatuagem ou colocar um piercing, mas seus pais não querem. Para honrá-los, negocie com eles. Se eles toparem, ótimo. Se não concordarem, não faça a tatuagem ou não coloque o piercing. Agrade aos seus pais.
Você namora um menino. Seus pais não gostam do seu namoro. Você tenta lhes mostrar que a garoto é legal, que o namoro é legal, e os convence. Que bom. Se não os convencer, honre-os. Saia desta vida.
Você anda com um grupo; seus pais estão nervosos com isto. Mostre que sua amizade não lhe faz mal. Leve-os a conhecer o grupo. Se ainda assim essa amizade traz tristeza aos seus pais, honre-os, procurando outra turma.  
Há uma promessa para quem honra aos pais, promessa de vida longa, não vida interrompida por decisões erradas, por atitudes que poderiam ser evitadas, se os pais fossem honrados. Há uma promessa para quem honra aos pais, promessa de vida com paz, não vida com mentiras, não vida na corda bamba dos perigos desnecessários, se os pais fossem honrados.

5. Conclusão 

Aos  pais, vivam de tal modo que sejam dignos da honra dos seus filhos, amando-os, dirigindo-os, cuidando deles ate quando eles cresçam.
Filhos, honrem seus pais, achem-nos vocês dignos ou não de serem honrados. Não percam a promessa que Deus lhes deixou junto com o mandamento.